terça-feira, 27 de setembro de 2011

Estudo do Documento de Aparecida

O Documento de Aparecida é um texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada entre os dias 13 a 30 de maio de 2007, no Brasil, na cidade de Aparecida do Norte, São Paulo. Essa V conferência “dá continuidade e, ao mesmo tempo, recapitula o caminho de fidelidade, renovação e evangelização da Igreja latino-americana a serviço de seus povos, que se expressou oportunamente nas Conferências Gerais anteriores do Episcopado (Rio, 1955; Medellín, 1968; Puebla, 1979 Santo Domingo, 1992).” (Documento de Aparecida, p.12, 2008)

Seguindo o método “ver, julgar e agir”, o Documento de Aparecida é dividido em três partes: (i) A vida de nossos povos de hoje, que retrata (ver) a nossa realidade; (ii) A vida de Jesus Cristo nos Discípulos Missionários, que é uma parte mais reflexiva (julgar), e (iii) A vida de Jesus Cristo para nossos povos, que contém certas indicações de como estar a serviço da comunhão plena (agir).

Todo o sentido do Documento está centrado naquilo que Jesus nos revela “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6) Todos os discípulos (Bispos, Diáconos e Leigos) devem buscar o encontro pessoal com Jesus. Não se torna um cristão, simplesmente por uma moral, um ensinamento, mas, por causa de um encontro pessoal com uma pessoa, Jesus.

E como podemos fazer esse encontro com Jesus?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Festa de Acolhida - Fotos

O jantar ocorreu muito bem, com bastante macarronada, frutas e música. Pessoas bonitas e clima agradável. Obrigado a todos!






Quem quiser ver as fotos da noite, estão aqui.

Abraços, e a paz!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Catequese e Festa de Acolhida

Festa de Acolhida

O GPP João Paulo II organiza uma Festa de Acolhida no dia 14 de agosto de 2011, às 19 horas no Centro Comunitário Irmão Sol, no Campus Santo Antônio*. Teremos macarronada com duas variedades de macarrão e três de molho, e música de estilos variados.


*Praça Frei Orlando, 170, Centro, CEP 36307-352

Catequese

Estamos realizando um curso de catequese direcionados a universitários durante este segundo semestre de 2011. O curso se destina tanto ao sacramento da Eucaristia quanto à Crisma.

Quem desejar se inscrever ou se informar mais pode entrar em contato através dos:
E-mail: catequesemur@yahoo.com.br
Celular: (32) 8879 8024 - Paulo
Celular: (32) 3372 7752 - Denise

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Leitura Orante: Epístola aos Coríntios

Após a leitura dos Atos dos Apóstolos, nós do GPP JPII lemos as duas cartas de São Paulo aos coríntios. A primeira delas é um diálogo à distância entre Paulo e a comunidade fundada por ele com a principal finalidade de pôr fim aos partidarismos e de consolidar a base da vida cristã: a fé na ressurreição de Cristo. Quanto aos partidarismos, Paulo advertiu aos coríntios a não criarem contendas entre si, dizendo ser de Cefas, de Paulo ou de Apolo, conforme aquele que os tivesse batizado, afinal todos eles eram de Cristo. Ele também enfatizou a loucura da cruz por meio da qual Deus quis salvar a todos que cressem, gloriando o que nesse mundo não tem valor e desprezando o que este mundo gloria. Paulo salientou não ter-se valido dos recursos da oratória, mas ter sido movido pelo poder do Espírito Santo em suas pregações, afinal é através do Espírito que Deus se revela a nós.

Algumas notas sobre as cartas.

Lectio Divina: a Leitura Orante

Uma das propostas da RCC para este ano é que todos os membros leiam a Bíblia inteira até 2012. Dentro do Projeto “Amigos de Deus” e também na 2ª Etapa da Caminhada de Formação dos Profissionais do Reino do MUR, o método de leitura orante da Palavra, a “Lectio Divina”, é sugerido. Este é um método milenar para o estudo das Escrituras que visa uma aproximação íntima com a Palavra de Deus e a um encontro pessoal com Jesus. Por isso, estamos utilizando este método em nossas leituras bíblicas. 

Sucintamente, este método consiste em quatro etapas conforme foi explicitado a seguir: 

1ª etapa – Leitura da Palavra: deve-se ler o texto bíblico pelo menos 3 vezes, considerando o contexto em que foi escrito e procurando responder a pergunta: “o que o texto diz?” 

2ª etapa – Meditação: é trazer o texto para a nossa realidade, aprofundando o sentido bíblico e buscando responder: “o que o texto me diz?” 

3ª etapa – Oração: é o momento de respondermos à leitura com uma oração que pode ser de súplica, louvor, ação de graças, arrependimento, ou intercessão. Esta etapa deve, preferencialmente, partir de um versículo do trecho lido que mais tenha nos tocado, tentando com isso responder: “o que o texto me faz dizer a Deus?” 

4ª etapa – Contemplação: esse é o momento de silenciarmos, buscando ouvir a Deus e a contemplar a sua presença em nossas vidas, procurando responder a pergunta: “o que Deus me diz através dessa passagem bíblica?” 

Esse método exige disciplina para que experimentemos realmente esse aprofundamento com a Palavra de Deus. Para isso, deve-se definir um horário, tempo e local para o estudo e nunca se deve ficar aquém do tempo limitado, pois isso é um dízimo de nosso tempo que devolvemos a Deus. Sempre se deve clamar pelo Espírito Santo antes de iniciar a leitura diária para que orientados por Ele possamos realmente ouvir e falar com o Senhor, relembrando como Ele agiu em tempos passados e vivenciando como Ele ainda pode agir em nós hoje.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Projeto "1º de Maio: de Deus é o nosso trabalho"



O Projeto “1º de maio: de Deus é o nosso trabalho”, apresentado pela Comissão Nacional de Profissionais do Ministério Universidades Renovadas, busca incentivar a realização de várias atividades de evangelização e de valorização, conscientização e formação dos profissionais, como uma forma de celebrarmos essa data.

Além do dia primeiro de maio ser o dia do trabalhador, de São José Operário e mês dedicado a Maria, este ano, essa data coincidirá com a beatificação do nosso amado Papa João Paulo II e com a Festa da Divina Misericórdia, após o domingo de Páscoa. 

Em São João del-Rei, nosso grupo confeccionou um folder com textos informativos sobre a Doutrina Social da Igreja (DSI) para entregarmos aos trabalhadores na Festa de São José, realizada na Igreja de São José no Tijuco. Esse folder é fruto da formação que realizamos, durante esse mês de abril, nos nossos encontros semanais.

No blog: www.projetoprimeirodemaio.com.br, encontram-se mais informações sobre todas as atividades que serão realizadas por cada GPP em sua cidade e sobre esse projeto.

"Por causa da tua palavra lançaremos as redes." Lc 5,5

XV Experiência de Oração

Confiram e relembrem um pouco como foi a nossa XV Experiência de Oração. Como sempre muita graça e muita benção.



A Experiência de Oração ocorreu no momento que eu mais precisava ouvir Deus e entregar meus projetos em Tuas mãos. Meu coração estava entristecido e vazio; as dificuldades do dia-a-dia estavam me consumindo e, por isso, eu sabia o quanto seria importante viver essa experiência. Deus providenciou tudo para que eu estivesse no encontro e, através do Teu Espírito Santo, Deus me libertou de todo desânimo e de tudo aquilo que me impedia de confiar no Seu Amor Misericordioso. Desde aquele fim de semana - através dos momentos de oração e de cada pregação que pudemos ouvir - Deus tem mostrado o quanto Ele me ama e quer transformar minha vida. Muitos foram os sinais da Divina Providência, durante a Experiência e no decorrer das últimas semanas. E por ter experimentado esse Amor Misericordioso, hoje posso dizer que a alegria do Senhor é a minha força.
Giselly, estudante do curso de História, GOU do Dom Bosco

Foi a primeira vez que participei de uma experiência de oração. Gostei muito do encontro, as pregações e principalmente os testemunhos me tocaram muito. As pregações, como a primeira que falava do amor de Deus, me ajudaram a compreender melhor os ensinamentos de Deus, a Sua palavra, e como é importante estar sempre buscando Deus em todos os momentos de minha vida. A animação e a empolgação dos participantes mostraram-me mais uma vez que de todas as festas, a maior delas é a de Deus. Espero poder participar novamente e convido a todos àqueles que nunca participaram que façam essa experiência. Vale a pena.
Thiago, graduado em Ciências Econômicas pela UFSJ, GPP

Vídeos:
Teatro - Marionetes - youtube.com/watch?v=V7gUJg7Hs2I
Teatro - Vou sim, Quero Sim - youtube.com/watch?v=31qy1Bafd2I

Confiram algumas fotos da Experiência: aqui
(Se alguém tiver fotos e quiser compartilhá-las pode enviar para o nosso e-mail)

"A Alegria do Senhor é a Nossa Força" Ne 8, 10

terça-feira, 12 de abril de 2011

Projeto Amigos de Deus

O Projeto Amigos de Deus é um projeto da Renovação Carismática Católica (RCC) que visa retomar a vivência das práticas espirituais como forma de reavivar e fortalecer a espiritualidade dos integrantes do Movimento. Para tanto, as coordenações e os grupos de oração têm incentivado seus membros a praticar com fervor a oração do terço, a leitura orante da Palavra de Deus – é projeto da RCC que todos tenham lido a Bíblia até 2012 -, a adoração, o jejum, a oração pessoa e a confissão como elementos importantes no processo de reconstrução das muralhas espirituais vivido pela RCC.

Assim, em dialogo com toda a RCC, nosso grupo iniciou no dia 27 de fevereiro a primeira campanha do Projeto Amigos de Deus que tem como proposta a leitura orante da Palavra e a prática do Jejum. Nós, da RCC de São João del-Rei decidimos fazer o jejum na sexta-feira, dia que já é determinado pela Igreja, ou então, no dia da semana em que ocorre nosso grupo de oração, e a leitura orante de uma capítulo por dia do livro dos Atos dos Apóstolos.

Dia 26 de março terminamos de fazer a leitura de Atos dos Apóstolos que nos proporcionou uma experiência totalmente nova com a Palavra, produzindo muito frutos em nossa vida, e dando-nos novo vigor. Neste momento, estamos fazendo a leitura das cartas de São Paulo aos Coríntios.

Deixamos abaixo um breve texto sobre Atos dos Apóstolos para que ele nos sirva de motivação para partilhamos a experiência que tivemos ao orarmos com essa Palavra e também como um convite para quem queira fazer a leitura orante da mesma.

ATOS DOS APÓSTOLOS

É o livro da Bíblia que narra o surgimento das primeiras comunidades cristãs, ou seja, da Igreja de Cristo.

O autor é identificado como Lucas, o evangelista. Antes, Lucas havia narrado toda a cronologia da vida de Jesus (desde seu nascimento até sua morte, ressurreição e aparição aos apóstolos) e seus feitos e ensinamentos (At 1, 1-3) – esses fatos encontram-se no Evangelho de Lucas. Portanto, Atos dos Apóstolos é a continuidade dessa narração. Nesse livro são relatadas as ações (atos) dos apóstolos, depois da ascensão de Jesus ao céu (At 1,9) e da descida do Espírito Santo sobre eles no cenáculo, no dia de Pentecoste (At 2, 1-4).

É pelo batismo no Espírito Santo que aqueles homens e mulheres ali reunidos fazem novamente a experiência do amor do Pai, manifestado na pessoa de Cristo, seu mestre e Senhor, e sentem encorajados a serem testemunhas, diante de todos os homens, das coisas que viram e ouviram (At 22, 15).

Assim, encontramos em Atos dos Apóstolos exemplo de santidade, ousadia, oração, fraternidade e união. Também deparamos com o sofrimento e as perseguições – “é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações” (At14, 22) –, contudo, Deus nunca abandona seus filhos – “Não temas! Fala e não te cales. Porque eu estou contigo. Ninguém se aproximará de ti para te fazer mal, pois tenho um numeroso povo nesta cidade” (At 18, 9-10). Inúmeras vezes, os apóstolos eram libertados das prisões pelos anjos do Senhor.

Os apóstolos continuavam a missão de Jesus de anunciar a Boa Nova do Reino de Deus. Pelo poder e fé no nome de Jesus fazia obras semelhantes à do Senhor: curavam os enfermos ao impor-lhes as mãos e orar, ou pelo toque da sombra ou vestes desses sobre os enfermos, expulsavam os espíritos. E muitos que “haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras” (At 19,18) - sacramento da reconciliação. Desse modo, eles se convertiam, e crescia o número dos Cristãos. A Igreja se edificava.

Uma vez que conhecendo verdadeiramente Jesus, é impossível a pessoa ser a mesma e não atender ao Seu chamado, como vemos o testemunho de Paulo, vítima desse amor de Jesus pela humanidade e por cada pessoa em particular; Ele que antes perseguia o Cristo, torna-se um servo fiel, “luz das nações”, levando a Salvação “até os confins da terra” (At 13, 47).

Outra mensagem deixada em Atos dos Apóstolos é que Deus não faz distinção de pessoas (At 10,34). A Boa Nova é também para os gentios, para todas as nações, para nós e para os outros. O que aumenta nossa “responsabilidade” em fazê-la conhecida por todos, da mesma forma que um dia ela nos foi anunciada. É ter a atitude de Tiago que senta e ensina as escrituras ao eunuco (At 8, 30-31), e lhe apresenta o Verbo encarnado, a Palavra viva e presente no meio de nós.

SUGESTÃO DE FILME:

Título original: The Visual Bible: ACTS
Título: Os Apóstolos de Jesus Cristo
Diretor: Regardt Vanden Bergh
Região: 4
Idioma: Português
País de produção: EUA
Formato de tela: Standard 1.33:1
Tempo de duração: 193 Minutos

Disponível no seguinte endereço:

Denise Giarola Maia
Coordenadora do GPP João Paulo II

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Atividades de Abril

Estamos adicionando uma nova ferramenta ao blog: a lista de eventos e atividades relacionados ao GPP JP2. Ela ficará integrada à barra lateral direita.

(Clique na imagem para ampliar)

Esta lista busca as informações direto do Google Calendar, onde estarão adicionados todas nossas atividades, então para mais informações é só clicar no link.

Mas ainda postaremos as novas atividades; a lista das atividades servirá para acompanhar as próximas atividades sem precisar voltar a postagens antigas.

16/04 - Sábado
Formação para pregar em Grupo de Oração no Comunitário Dom Bosco de 13h30 às 17h. Sem taxa de inscrição.

29/04 - Sexta
Vigília no Comunitário Dom Bosco de 22h até 6h.


quarta-feira, 23 de março de 2011

XV Experiência de Oração

Não perca!
XV EXPERIÊNCIA DE ORAÇÃO
PARA UNIVERSITÁRIOS 
Inscrições: nos Grupos de Oração Universitário (GOUs)
Ou pleos telefones: (32) 9938 5999 Érica
(33) 8846 3668 Sarah | (32) 3372 1594 Vítor

Dias: 2 e 3 de abril
Local: Casa de Pastoral São Tiago
Avenida Leite de Castro, 871 São João del-Rei

Aguardamos vocês lá!

"A alegria do Senhor é a nossa força"
Ne 8,10

Atividades de Março e Abril

19/03, Sábado e
20/03, Domingo
Revavivamento de pregadores pela RCC em Santa Cruz de Minas

20/03, Domingo
Manhã de sobremesa do MUR

29/03, Terça-Feira
Formação*: Texto: "A doutrina social da Igreja e problemas do nosso tempo"
Responsável pela apresentação: Ana Cris

02/04, Sábado e
03/04, Domingo
XV Experiência de Oração do MUR na Casa de Pastoral Santiago

05/04, Terça-Feira
Formação*: Texto: "A doutrina social da Igreja e problemas do nosso tempo"
Responsável pela apresentação: Dalva e Glaciane

12/04, Terça-Feira
Formação*: Encíclica, "O Trabalho Humano" (Laborem Exercens)
Responsável pela apresentação: Nathália

19/04, Terça-Feira
Formação*: Encíclica, "O Trabalho Humano" (Laborem Exercens)
Responsável pela apresentação: Aline

26/04, Terça-Feira
Formação*: Encíclica, "O Trabalho Humano" (Laborem Exercens)
Responsáveis pela apresentação: Denise e Fabíola

*As formações de terça-feira ocorrem durante as reuniões do GPP.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entrevista com Willian - novo coordenador da RCC de São João del-Rei

Willian Aguiar de Assis é o novo coordenador da RCC de São João del-Rei. Membro do GPP João Paulo II e do MUR, ele nos conta um pouco da sua história no movimento, sonhos e projetos.

Willian 14° Experiência de oração do MUR Sâo João del-Rei




1.   Quando você recebeu o Batismo do Espírito Santo? Como foi essa experiência?
Foi à 10 anos atrás, em um encontro da Secretária Marcos, que hoje se chama Ministério Jovem. Cheguei bem atrasado no encontro, quando entrei no salão da Escola Maria Teresa, onde estava acontecendo o encontro, me deparei com um momento de adoração. Não sabia bem o que estava acontecendo, mas como estava todo mundo ajoelhado, me ajoelhei também. Não passou muito tempo quando uma serva do encontro (Inês, atualmente serva do Grupo de Oração São José e 1ª Tesoureira da RCC) me perguntou se eu queria receber oração. Sem saber direito do que se tratava falei que sim. Pronto! Fiz a primeira experiência com o Batismo no Espírito Santo, com menos de 20 minutos de caminhada. Hoje eu percebo que Deus, tinha pressa em me oferecer a graça do Batismo no Espírito Santo.

2.   Durante todos estes anos na RCC o que você tem vivenciado que te impulsionou (impulsiona) a assumir a coordenação da RCC?
Acreditar na eficiência do Batismo no Espírito Santo! E disso eu sou testemunha, sou uma pessoa que vivencia a graça do Batismo no Espírito Santo e sei que muitos outros irmãos necessitam de fazer essa experiência para começar a desfrutar da vida nova que o próprio Jesus nos prometeu. E essa missão cabe a cada um de nós exercendo com amor a função que o Senhor nos chama.

3.   Conte-nos alguma experiência marcante que você viveu na RCC em São João Del-Rei.
Nossa! Foram tantos, mas eu gostaria de destacar dois o primeiro foi quando fui escolhido para coordenar o Ministério Jovem da RCC, foi um tempo muito forte de missão, onde marcamos uma forma bem característica de pensar a evangelização da juventude. Outro momento foi a realização do primeiro Ruah, foi algo indescritível, eu ainda experimento os frutos desse projeto na minha vida.

4.   Qual a importância do Ministério Universidades Renovadas (MUR) na sua caminhada? Como você vive o “sonho de Amor para o mundo” em sua caminhada?
O MUR foi, e é na minha vida a grande experiência de comunidade que vivi dentro da RCC, não digo que isso seja característica só do MUR, mas Deus escolheu que eu fizesse a minha grande experiência de comunidade no MUR e sou muito grato a isso. Além disso, uma certa ousadia profética que nó vivemos no MUR, especialmente nos últimos 3 anos tem sido também algo que me estimula muito a continuar a perseguir este sonho de amor para o mundo.

5.   Fale-nos sobre seu(s) ministério(s). Como você tem atuado nos grupos de oração e retiros em São João Del-Rei?
Exerço na RCC o Ministério de Pregação e de Oração além de já ter sido coordenador de Grupo de Oração, coordenador do Ministério Jovem, Coordenador do Ministério Universidades Renovadas. Dentro do MUR, já coordenei a comissão de formação e agora estou coordenador da RCC da cidade de São João del rei.

6.   Você é membro do GPP João Paulo II. Conte-nos sua experiência neste grupo. Como ele tem contribuído para o seu crescimento?
No GPP encontro um espaço para o estudo da doutrina católica. Sempre gostei de estudar principalmente encíclicas, porém ganhei novo estimulo em fazer no GPP um estudo partilhado, tendo sempre a possibilidade de trazer o ensino da igreja pra bem próximo das nossa vidas.

7.   Quais são seus principais planos para a RCC de São João Del-Rei? Quais são os seus sonhos para esta cidade?
O nosso grande projeto para a RCC, será a comemoração dos 25 anos do movimento em São João del Rei. E para isso estamos preparando uma grande festa. Na verdade um ano jubilar que começará no pentecostes deste ano e terminará em junho de 2012.

8.   Qual a importância do MUR (GOUs e GPP) no trabalho da RCC em São João del-Rei? Qual a contribuição que este ministério pode dar de agora em diante?
Primeiramente, a grande contribuição que o MUR pode oferecer a RCC de São João del Rei é assumir cada vez com mais convicção o próprio chamado. Ser MUR de verdade é ser RCC de verdade. Além disso, eu vejo que o MUR tem um testemunho importante pra oferecer a RCC, por isso, precisamos do MUR, como presença ativa no nosso movimento.
  
 GPP João Paulo II

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mensagem do Papa para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Boletim da Santa Sé


Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento cotidiano e não atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso, permanecem fundamentais as relações humanas diretas na transmissão da fé!
Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.
Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madri, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

EDUR e EDP: Avançai para águas mais profundas e lançai as redes, um reavivamento de nossa missão de profissional do Reino

Nos dias 20 e 21 de novembro de 2010 foram realizados aqui em São João Del-Rei os eventos Encontro Diocesano Universidades Renovadas (EDUR) e o Encontro Diocesano de Profissionais (EDP).  O tema que norteou esses dois encontros foi a pesca milagrosa narrada no evangelho de São Lucas (Lc 5, 1-11), na qual Jesus exorta seus discípulos: “Avançai para águas mais profundas e lançai as redes.” Nesses encontros ficou claro para nós que Jesus chama a todos a confiar Nele e ousar ir mais para o fundo, uma vez que ao abrirmos voluntariamente mão do controle que julgamos ter sobre nossas vidas, permitimos a ação de Deus sobre nós. A seguir descreveremos sucintamente alguns momentos marcantes de nossa participação no EDUR/EDP.
No início do EDUR, fizemos um louvor repleto de alegria unindo GOU’s e GPP’s  “em um só coração”, louvando a Deus por todas as graças que Ele derramou sobre o MUR e sobre nossas vidas durante o ano. Depois os participantes dividiram-se entre membros dos GOU’s e profissionais para que pudéssemos nos aprofundar nas questões mais relevantes para a realidade de cada um desses grupos.
Nós dos GPP’s iniciamos nossas atividades com uma pregação do Leandro, de BH, o nosso representante estadual. Primeiramente, ele falou sobre o evangelho-tema do encontro, Lc 5, 1-11, destacando dois pontos. O primeiro deles foi a sede de Jesus em anunciar o Reino de Deus, inserindo-se na realidade do povo para isso. O segundo ponto abordado foi o fato de que Pedro e os demais pescadores fizeram o que sempre faziam e haviam feito a noite toda sem sucesso, que era pescar, mas após o encontro com Jesus, eles lançaram as redes guiados pela voz de Deus e, então, tiveram êxito. Disto, compreendemos que a obediência aos ensinamentos de Deus dá frutos.
Após a pregação, Leandro salientou cinco aspectos que devem ser considerados para que nós, enquanto MUR, avancemos para águas mais profundas, os quais são:

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°. Comprometimento: só nos comprometeremos realmente se conhecermos o sonho. Para enfatizar, ele contou uma historinha para contextualizar este ponto. Um cachorro começou a correr atrás de um coelho e após um tempo, vários outros cães começam a seguir o primeiro, correndo e latindo, mas sem saber o porquê de correrem. Com o passar do tempo, um a um todos os cães, exceto o primeiro deles, desistem, pois só o primeiro cachorro via o coelho. Assim somos nós: precisamos conhecer o sonho de amor de Deus de levar Jesus e seu Evangelho a todos os universitários para correr atrás do necessário para realizá-lo.
 
O sonho: ver nossas universidades renovadas pelo Espírito Santo e, consequentemente, nossa sociedade renovada.


2°. Missão: Saber ouvir a que e para que Deus nos chama, certos de que Ele nos dará unção para realizar a sua vontade. Lembrar que o chamado é pessoal, pois cada um de nós é único para Deus.
3°. Pastoreio: Como resposta ao amor que recebemos de Jesus, devemos cuidar, apascentar as suas ovelhas. Para isso, devemos nos inserir na realidade do outro, assim como Jesus fazia, para ajudá-lo em suas necessidades.
4°. Liderança: Para cuidar em manter vivo o sonho nos membros e para coordenar ações.  Ele enfatizou a necessidade de uma formação continuada das lideranças frente aos novos desafios que o nosso tempo impõe.
5°. Comunicação: É necessário para que os membros de um mesmo GPP e entre dois ou mais GPP’s planejem ações conjuntas e alcancem a unidade.
         Depois, ocorreram dois workshops.  O primeiro denominado “Trindade, modelo de comunidade e missão” foi dado pelo Mário, um membro do nosso GPP. Ele começou com a leitura de Lc 1, 30-36 na qual é narrada a anunciação do anjo Gabriel à Maria. Para ele, Maria é o modelo de comunhão plena com a Santíssima Trindade, uma vez que ela é a Filha amada de Deus Pai, a Mãe admirável de Deus Filho e a Esposa fidelíssima do Espírito Santo.
         Após essa introdução, o Mário falou sobre o fato da Trindade permear toda a Sagrada Escritura, desde o livro de Gênesis, no qual Deus fala na 1ª pessoa do plural: “Façamos o ser humano à nossa imagem e segundo nossa semelhança...’’ (Gn 1, 26). Das três pessoas da Santíssima Trindade, o Espírito Santo é a menos palpável, a mais misteriosa, sendo descrito na Bíblia como aquele que cria todas as coisas, estando presente nos três grandes mistérios da nossa fé, que são a encarnação de Jesus, a sua ressurreição e a Eucaristia.
         Depois, ele explicou o mistério da Trindade segundo Padre Pio, que usa a analogia de se fazer um bolo, misturando-se ovo, farinha e leite e obtendo-se uma coisa única, mas ao mesmo tempo, mantendo as propriedades individuais de cada um dos ingredientes. A imagem abaixo da Trindade mostra Jesus e o Espírito Santo voltados para Deus e Deus voltados para eles. Eles estão sentados à mesa e apenas Jesus (ao centro) e o Espírito Santo (à direita) tocam a mesa, simbolizando que é através deles que Deus intervém no mundo. Nas roupas de Deus e do Espírito Santo há apenas as cores azul (simbolizando a divindade) e dourado (simbolizando a realeza). Só Jesus tem a cor marrom (simbolizando o pecado) em seu traje, já que Ele “abraçou” todo o pecado do mundo em amor a nós.


         Mário retratou a Sagrada Família, Maria, José e Jesus como modelo de Trindade e também a própria reprodução humana, na qual Deus usa o próprio homem (e a mulher também) para criar a nossa imagem e semelhança de Deus. Finalmente, ele concluiu falando das primeiras comunidades cristãs que eram um modelo trino, contemplando oração, união e missão, através do qual Pedro converteu 3000 judeus (os mesmos que haviam matado Jesus) após Pentecostes. Ele terminou deixando duas perguntas relacionadas ao chamado que este encontro nos faz:
- Para qual água Deus chama a cada um de nós?
- Que peixe Deus quer que pesquemos?
  
  Sagrada Família e nossas famílias: modelos de Trindade Santa.

         Após uma rápida reflexão, a Gabriela, de Lavras, iniciou seu workshop sobre o “Profissional do Reino: Dignidade, humanidade, equilíbrio e desafios”. Ela começou com Jo 14, 6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, palavras de Jesus a Tomé que nos levam a escolher entre permanecer sentado à margem do caminho ou seguir a Jesus. Depois, ela enfatizou que para mudar o mundo, precisamos começar por nós mesmos.
         Sobre a nossa dignidade, Gabriela disse que o que nos torna dignos é o fato de sermos filhos de Deus e que nossa humanidade foi justificada pela morte de cruz de Jesus, na qual Ele nos redimiu do pecado. Depois sobre a dificuldade em viver plenamente nossa dignidade de filhos de Deus, frente nossa tendência ao pecado, ela apresentou Rm 7, 19-26 na qual Paulo fala que apenas através de Jesus somos libertados de nosso “corpo de morte” (devido ao pecado).
“Infeliz que eu sou! Quem me libertará deste corpo de morte? Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Em suma: pela minha mente sirvo à Lei de Deus, mas pela carne sirvo à Lei do pecado”. (Rm 7, 24-25)


         Por fim, Gabriela nos deixou para reflexão a frase: “Há dois cães dentro de nós: um bom e outro mal. Aquele a que mais alimentamos, torna-se o maior.” Ou seja, precisamos buscar fazer o bem, perseverar nas boas obras para que a luz de Deus brilhe em nós e através de nossos atos Deus possa iluminar o mundo verdadeiramente.
         Após tantas graças que recebemos neste sábado, concluímos a noite com um animado luau no qual além de muita boa música, frutas e alegria, fechamos a noite com um círculo para orarmos juntos agradecendo a Deus pela nossa união e pela sua unção.
         No domingo, tivemos um belo louvor para começar, seguido de um momento forte de oração conduzido pelo Willian, no qual agradecemos por tudo o que recebemos de Deus, pedimos um direcionamento a Ele e clamamos pela unção do Espírito que nos fortalece na missão.
         O Everton, atualmente em BH, concluiu o EDUR com mais uma pregação sobre a pesca milagrosa (Lc 5, 1-11). Ele disse que os pescadores se espantaram com a quantidade de peixes que pescaram, ou seja, não estamos prontos para a abundância que Deus quer nos oferecer, não abrindo espaço para a ação do Pai naquilo que julgamos saber fazer. É como se disséssemos a Deus: “Senhor, faça milagres. Isto eu sei fazer.”  Ele centralizou nossa missão nessa passagem, na qual as universidades seriam as águas profundas, visto que se criou uma barreira quase intransponível entre Deus e o conhecimento, quando na verdade é Deus que nos permite conhecer e aprender. Enquanto os universitários seriam os peixes grandes, já que serão os profissionais do futuro.

         Segundo ele, lançar redes em águas mais profundas é evangelizar, pregar na universidade, enfatizando a importância do kerygma (primeiro anúncio). Mas ele foi além e lembrando João 21, na qual há um relato de outra pesca milagrosa (esta tratando-se de uma aparição após a ressurreição de Jesus), ele ressalta o que Jesus disse a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. Ou seja, não basta pescar (apresentar o caminho que é Jesus), como missionários devemos cuidar das ovelhas perdidas de Jesus que “pescamos” para que elas não se percam, perseverando e, então, dando frutos. Jesus nos dá o necessário em abundância e nos pede que, em resposta ao seu amor, cuidemos de suas ovelhas.


         O Everton também enfatizou que como servos e líderes do MUR precisamos de humildade para reconhecer que Deus nos escolheu não porque somos bons, mas para que Ele nos forme para a missão para a qual fomos designados. Para concluir, ele traçou um paralelo entre o pescador e o missionário, pois o pescador não sabe o que virá quando lança suas redes, recebendo tudo gratuitamente do mar. Da mesma forma, nós como missionários temos poucos instrumentos, não sabemos o que vamos pescar e colhemos o que não plantamos. Assim como ninguém alimenta um peixe antes de pescá-lo, é Deus que, por sua graça, nos dá os irmãos. Ele finalizou dando-nos dois exemplos: Pedro que era pescador e tornou-se um grande pregador, pois Deus o formou para ser um pescador de homens e Davi que se tornou um grande rei porque ele havia sido pastor de ovelhas e, então, soube cuidar de seu povo.
         Em suma, reanimados pela certeza de que Deus nos chama a usar o que somos e sabemos para apascentar suas ovelhas, nos capacitando para isso, podemos buscar a concretização deste sonho de amor para o mundo, que é o MUR, começando por nossos ambientes de trabalho e universidades, pois como é dito em Isaías 49, 5-6: “Ele que desde o útero me vem formando para que eu seja seu servo, disse quero fazer de ti uma luz para as nações para que a minha salvação chegue até os confins da terra.”

"Precisamos nos tornar árvores enraizadas em Deus, sustentadas por Cristo e movidas pela seiva do Espírito Santo. Só assim, produziremos frutos concretos!"

Referências:
Bíblia Sagrada, Edição CNBB
http://universidadesrenovadassm.blogspot.com/2008/11/um-sonho-de-amor-para-o-mundo.html)

Nathália Fernandes Carvalho
GPP João Paulo II

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Formação integral

“Ó Deus, tu és meu Deus e te procuro. Minha alma tem sede de ti, minha carne te deseja com ardor, como terra árida, esgotada, sem água.”
(Salmo 62, 2)
O terceiro pilar do GPP consiste na busca pelo conhecimento das coisas do alto, fruto da experiência querigmática, ou seja, ao sabermos que Deus nos ama de forma incondicional, e que somos filhos Dele em Cristo Jesus, o Espírito Santo suscita em nós um desejo pelo conhecimento da verdade. É pelo Espírito Santo também que perseveramos em nossas comunidades, ansiosos de conhecer a Deus de forma mais profunda.
Assim, cabe ao GPP proporcionar momentos de formação que contribuam no processo de conhecimento da verdade dos irmãos que se aproximam, e também estimulá-los e facilitar tal conhecimento.
A formação deve ser integral, isto é, englobar três dimensões: espiritual, doutrinária e humana, conforme destaca o Documento de Aparecida, no parágrafo 208. Podemos esmiuçar essas dimensões da seguinte maneira:

I.                   Dimensão Humana e comunitária: na qual, devemos trabalhar os aspectos da nossa própria história e vida, possibilitando a cura e a conversão (vivência como cristão na sociedade).
II.                Dimensão Espiritual: leva-nos a experiência do amor de Deus, manifestado em Jesus, ao amadurecimento da fé e ao caminho de vida e de serviço proposto por Cristo.
III.             Dimensão intelectual: a partir do encontro com Cristo, Palavra feita carne, do aprofundamento do conhecimento bíblico-teológico e das ciências, somos capazes de refletir, criticar, dialogar, discernir sobre a sociedade e a cultura, e também de nos abrir para o Mistério.
"Deus é a lei e o legislador do Universo." (Albert Einstein) 
IV.             Dimensão pastoral e missionária: desperta em nós o desejo de anunciar o evangelho a todas as pessoas, e a responsabilidade que nós, leigos, temos na construção do Reino de Deus.
Santa Teresinha e São Francisco Xavier - Padroeiros mundiais das missões
O aprofundamento dessas três dimensões pode ser feito, através: (i) da leitura e meditação da Palavra; (ii) da observação da Sagrada Tradição; (iii) do Magistério da Igreja, como: Catecismo, escritos dos Santos, encíclicas;  (iv) de outros textos da psicologia, antropologia, filosofia, economia, saúde, como forma de entender os fenômenos sociais e culturais, e nos mover como cristãos a contribuir na solução de vários problemas que afetam nossas comunidades. É importante, no entanto, que essa formação seja vivencial, permanente e planejada, isto é, não deve ser aleatória, mas desenvolvida, a partir de um planejamento estratégico, com objetivos, metas e estratégias de atividades, elaborados e conhecidos por todos do grupo.
Por fim, essas formações podem ser desenvolvidas de diversas maneiras, como: palestras, grupos de discussão, atividades culturais (filmes, documentários, peça de teatro), atividades físicas, etc. 


Denise Giarola Maia
GPP João Paulo II

Referências

Comissão Nacional de Profissionais. Texto Base: Grupos de Partilha de Profissionais. Revisão 1 - Abril de 2010

Bíblia Sagrada - Edição CNBB

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Campanha de natal Creche Santa Clara

O GPP João Paulo II realizou a campanha de natal para as crianças da creche Santa Clara. A campanha contou com a colaboração de diversos "padrinhos" e "madrinhas". Cada padrinho/madrinha doou R$15,00 por criança adotada. Com as doações foram adquiridos brinquedos e materiais de higiene pessoal para as crianças. 
Essa campanha só foi possível graças ao empenho de cada membro do GPP e a abertura de coração de cada padrinho/madrinha! Muito obrigado a todos que participaram! Que Deus lhes pague! E que as fotos abaixo possam nos alegrar e nos impelir para os próximos trabalhos!!! 

Feliz 2011! 
"O Senhor te abençoe e te guarde. 
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face, e se compadeça de ti.
O Senhor volte para Ti o seu rosto e te dê a paz." Nm 6, 24-26





Confiram mais fotos no nosso álbum: aqui

“Grande é a tarefa que nos espera. Para todos os seres humanos, constitui quase um dever pensar que o que já se tiver realizado é sempre pouco em comparação com o que resta por fazer.” (João XXIII)

GPP João Paulo II