quinta-feira, 22 de março de 2012

9ª Etapa - Sexualidade e Afetividade


Nas duas últimas terças, fizemos o estudo e partilha de um material - 9ª etapa da Caminhada de Formação dos Profissionais do Reino - organizado pela CNP (Comissão Nacional dos Profissionais), sobre sexualidade e afetividade, para formação humana dos membros do GPP’s.

O texto na íntegra:

Resumindo as ideias principais desse material...

Deus é origem de todas as coisas. Ele criou o mundo e tudo que nele existe. Fez o homem e a mulher a Sua imagem e semelhança. João, em sua primeira carta, define Deus como amor; Logo, somos vocacionados a amar. Cada pessoa é sinal do amor de Deus. E viver o amor segundo o que Deus nos propõe é viver uma comunhão com Ele.

A sexualidade nos faz colaboradores na obra criadora de Deus. Em seu significado mais profundo, a sexualidade é uma força que nos leva ao outro, a uma vida de comunhão com as pessoas, e que nos faz capaz de amar e procriar. A sexualidade, como um dom de Deus, abre-se ao serviço da construção de uma nova humanidade.

Jesus assumiu em tudo a condição humana, exceto no pecado. Desse modo, Ele viveu também a sexualidade e afetividade. Conforme podemos ver nos evangelhos, Ele demonstrava seus sentimentos: chorou e se alegrou, teve amizades e afeição pelas pessoas. Seu amor por elas era um amor edificante e que promoveu suas vidas.

No contexto cultural, muitas vezes, os relacionamentos baseiam-se nos interesses imediatos, na possibilidade de retribuição, na satisfação pessoal, na superficialidade, sem se comprometer com os outros. E essa individualidade, portanto, enfraquece os vínculos comunitários e causa problemas na nossa vivência da sexualidade e afetividade.


Outro ponto destacado no texto é o fato de que para amarmos os outros, antes é necessário ter a experiência do amor de Deus. Todo ser humano quer e precisa ser amado, podemos observar essa sede de amor, por exemplo, nas letras de músicas seculares. A forma como os homens amam gera escravidão, sofrimentos e infelicidade. Nossa busca pelo amor é egoísta e até ilusória. 

“Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não tem ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca.” (Isaías, 49, 15) Um amor incondicional só Deus é capaz de nos dar. O grupo partilhou que quando nos sentimos amados por Deus, somos capazes de ir ao encontro do outro e de aprender a amá-lo com esse mesmo amor, a aceita-lo como ele é (limitado, imperfeito) e a perdoa-lo, porque também no encontro com Deus somos curados – Seu amor cicatriza nossas feridas. Jamais devemos nos fechar ao outro com medo de nos machucar, de nos decepcionar. Também buscamos nos relacionar sem esperar das pessoas mais do que o amor que elas podem nos oferecer e compreendê-las, quando essas não podem nos retribuir uma atenção, quando estão longe de nós, devido às circunstâncias da vida, ou mesmo quando estão vivendo momentos de dureza de coração – nisso, somos chamados a levá-las ao encontro com a fonte de amor transformador. Buscamos, sobretudo, amar o Cristo no outro, inclusive, naquele que a principio não quero amar ou que me maltrata. 

“Assim, Deus nos convida a fazer uma experiência com Ele, não apenas com intuito de satisfazer nossa necessidade pessoal, mas para nos abrir ao outro.” “Te quero pra sempre em minha vida. O amor cicatriza a ferida. Eu quero levar esse amor, para todos. Que eu encontre aonde eu for.” (Catedral, música Dom de amar). 


O dom de amar é renuncia e doação; quem, por exemplo, é chamado ao matrimônio vive essa renuncia de si e doação de sua vida para o esposo (a), direciona sua afetividade e sexualidade para além do componente corporal. 

Concluímos com isso que: “é imprescindível um encontro pessoal com Deus, deixar-se amar por Ele e, a partir desse encontro, dessa intimidade, seremos impelidos pelo Senhor a irmos ao encontro daqueles que Ele mesmo nos proporciona para vivermos a aventura, a beleza e a ousadia de amar e de se relacionar.”

O que achou desse tema? Escreva sua partilha aqui ou venha participar conosco do próximo encontro sobre esse mesmo tema, na terça-feira, dia 27 de março, no Salão Irmão Sol, às 17h30, sala 4. 

Um comentário:

  1. As fotos: a primeira do coração, sozinho, em um canto de uma sala vazia, e a segunda, de vários corações sendo lançados pelas mãos abertas de uma pessoa, mostram de um lado, esse contexto cultural, onde se vive o individualismo, o medo de amar e sofrer - o coração está acanhado - e de outro o amor de Deus que nos abre e nos faz multiplicar esse amor e desejar espalhá-lo para o mundo todo - esse esse gesto feito com liberdade.

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