quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mensagem do Papa para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Boletim da Santa Sé


Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento cotidiano e não atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso, permanecem fundamentais as relações humanas diretas na transmissão da fé!
Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.
Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madri, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

EDUR e EDP: Avançai para águas mais profundas e lançai as redes, um reavivamento de nossa missão de profissional do Reino

Nos dias 20 e 21 de novembro de 2010 foram realizados aqui em São João Del-Rei os eventos Encontro Diocesano Universidades Renovadas (EDUR) e o Encontro Diocesano de Profissionais (EDP).  O tema que norteou esses dois encontros foi a pesca milagrosa narrada no evangelho de São Lucas (Lc 5, 1-11), na qual Jesus exorta seus discípulos: “Avançai para águas mais profundas e lançai as redes.” Nesses encontros ficou claro para nós que Jesus chama a todos a confiar Nele e ousar ir mais para o fundo, uma vez que ao abrirmos voluntariamente mão do controle que julgamos ter sobre nossas vidas, permitimos a ação de Deus sobre nós. A seguir descreveremos sucintamente alguns momentos marcantes de nossa participação no EDUR/EDP.
No início do EDUR, fizemos um louvor repleto de alegria unindo GOU’s e GPP’s  “em um só coração”, louvando a Deus por todas as graças que Ele derramou sobre o MUR e sobre nossas vidas durante o ano. Depois os participantes dividiram-se entre membros dos GOU’s e profissionais para que pudéssemos nos aprofundar nas questões mais relevantes para a realidade de cada um desses grupos.
Nós dos GPP’s iniciamos nossas atividades com uma pregação do Leandro, de BH, o nosso representante estadual. Primeiramente, ele falou sobre o evangelho-tema do encontro, Lc 5, 1-11, destacando dois pontos. O primeiro deles foi a sede de Jesus em anunciar o Reino de Deus, inserindo-se na realidade do povo para isso. O segundo ponto abordado foi o fato de que Pedro e os demais pescadores fizeram o que sempre faziam e haviam feito a noite toda sem sucesso, que era pescar, mas após o encontro com Jesus, eles lançaram as redes guiados pela voz de Deus e, então, tiveram êxito. Disto, compreendemos que a obediência aos ensinamentos de Deus dá frutos.
Após a pregação, Leandro salientou cinco aspectos que devem ser considerados para que nós, enquanto MUR, avancemos para águas mais profundas, os quais são:

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°. Comprometimento: só nos comprometeremos realmente se conhecermos o sonho. Para enfatizar, ele contou uma historinha para contextualizar este ponto. Um cachorro começou a correr atrás de um coelho e após um tempo, vários outros cães começam a seguir o primeiro, correndo e latindo, mas sem saber o porquê de correrem. Com o passar do tempo, um a um todos os cães, exceto o primeiro deles, desistem, pois só o primeiro cachorro via o coelho. Assim somos nós: precisamos conhecer o sonho de amor de Deus de levar Jesus e seu Evangelho a todos os universitários para correr atrás do necessário para realizá-lo.
 
O sonho: ver nossas universidades renovadas pelo Espírito Santo e, consequentemente, nossa sociedade renovada.


2°. Missão: Saber ouvir a que e para que Deus nos chama, certos de que Ele nos dará unção para realizar a sua vontade. Lembrar que o chamado é pessoal, pois cada um de nós é único para Deus.
3°. Pastoreio: Como resposta ao amor que recebemos de Jesus, devemos cuidar, apascentar as suas ovelhas. Para isso, devemos nos inserir na realidade do outro, assim como Jesus fazia, para ajudá-lo em suas necessidades.
4°. Liderança: Para cuidar em manter vivo o sonho nos membros e para coordenar ações.  Ele enfatizou a necessidade de uma formação continuada das lideranças frente aos novos desafios que o nosso tempo impõe.
5°. Comunicação: É necessário para que os membros de um mesmo GPP e entre dois ou mais GPP’s planejem ações conjuntas e alcancem a unidade.
         Depois, ocorreram dois workshops.  O primeiro denominado “Trindade, modelo de comunidade e missão” foi dado pelo Mário, um membro do nosso GPP. Ele começou com a leitura de Lc 1, 30-36 na qual é narrada a anunciação do anjo Gabriel à Maria. Para ele, Maria é o modelo de comunhão plena com a Santíssima Trindade, uma vez que ela é a Filha amada de Deus Pai, a Mãe admirável de Deus Filho e a Esposa fidelíssima do Espírito Santo.
         Após essa introdução, o Mário falou sobre o fato da Trindade permear toda a Sagrada Escritura, desde o livro de Gênesis, no qual Deus fala na 1ª pessoa do plural: “Façamos o ser humano à nossa imagem e segundo nossa semelhança...’’ (Gn 1, 26). Das três pessoas da Santíssima Trindade, o Espírito Santo é a menos palpável, a mais misteriosa, sendo descrito na Bíblia como aquele que cria todas as coisas, estando presente nos três grandes mistérios da nossa fé, que são a encarnação de Jesus, a sua ressurreição e a Eucaristia.
         Depois, ele explicou o mistério da Trindade segundo Padre Pio, que usa a analogia de se fazer um bolo, misturando-se ovo, farinha e leite e obtendo-se uma coisa única, mas ao mesmo tempo, mantendo as propriedades individuais de cada um dos ingredientes. A imagem abaixo da Trindade mostra Jesus e o Espírito Santo voltados para Deus e Deus voltados para eles. Eles estão sentados à mesa e apenas Jesus (ao centro) e o Espírito Santo (à direita) tocam a mesa, simbolizando que é através deles que Deus intervém no mundo. Nas roupas de Deus e do Espírito Santo há apenas as cores azul (simbolizando a divindade) e dourado (simbolizando a realeza). Só Jesus tem a cor marrom (simbolizando o pecado) em seu traje, já que Ele “abraçou” todo o pecado do mundo em amor a nós.


         Mário retratou a Sagrada Família, Maria, José e Jesus como modelo de Trindade e também a própria reprodução humana, na qual Deus usa o próprio homem (e a mulher também) para criar a nossa imagem e semelhança de Deus. Finalmente, ele concluiu falando das primeiras comunidades cristãs que eram um modelo trino, contemplando oração, união e missão, através do qual Pedro converteu 3000 judeus (os mesmos que haviam matado Jesus) após Pentecostes. Ele terminou deixando duas perguntas relacionadas ao chamado que este encontro nos faz:
- Para qual água Deus chama a cada um de nós?
- Que peixe Deus quer que pesquemos?
  
  Sagrada Família e nossas famílias: modelos de Trindade Santa.

         Após uma rápida reflexão, a Gabriela, de Lavras, iniciou seu workshop sobre o “Profissional do Reino: Dignidade, humanidade, equilíbrio e desafios”. Ela começou com Jo 14, 6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, palavras de Jesus a Tomé que nos levam a escolher entre permanecer sentado à margem do caminho ou seguir a Jesus. Depois, ela enfatizou que para mudar o mundo, precisamos começar por nós mesmos.
         Sobre a nossa dignidade, Gabriela disse que o que nos torna dignos é o fato de sermos filhos de Deus e que nossa humanidade foi justificada pela morte de cruz de Jesus, na qual Ele nos redimiu do pecado. Depois sobre a dificuldade em viver plenamente nossa dignidade de filhos de Deus, frente nossa tendência ao pecado, ela apresentou Rm 7, 19-26 na qual Paulo fala que apenas através de Jesus somos libertados de nosso “corpo de morte” (devido ao pecado).
“Infeliz que eu sou! Quem me libertará deste corpo de morte? Graças sejam dadas a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Em suma: pela minha mente sirvo à Lei de Deus, mas pela carne sirvo à Lei do pecado”. (Rm 7, 24-25)


         Por fim, Gabriela nos deixou para reflexão a frase: “Há dois cães dentro de nós: um bom e outro mal. Aquele a que mais alimentamos, torna-se o maior.” Ou seja, precisamos buscar fazer o bem, perseverar nas boas obras para que a luz de Deus brilhe em nós e através de nossos atos Deus possa iluminar o mundo verdadeiramente.
         Após tantas graças que recebemos neste sábado, concluímos a noite com um animado luau no qual além de muita boa música, frutas e alegria, fechamos a noite com um círculo para orarmos juntos agradecendo a Deus pela nossa união e pela sua unção.
         No domingo, tivemos um belo louvor para começar, seguido de um momento forte de oração conduzido pelo Willian, no qual agradecemos por tudo o que recebemos de Deus, pedimos um direcionamento a Ele e clamamos pela unção do Espírito que nos fortalece na missão.
         O Everton, atualmente em BH, concluiu o EDUR com mais uma pregação sobre a pesca milagrosa (Lc 5, 1-11). Ele disse que os pescadores se espantaram com a quantidade de peixes que pescaram, ou seja, não estamos prontos para a abundância que Deus quer nos oferecer, não abrindo espaço para a ação do Pai naquilo que julgamos saber fazer. É como se disséssemos a Deus: “Senhor, faça milagres. Isto eu sei fazer.”  Ele centralizou nossa missão nessa passagem, na qual as universidades seriam as águas profundas, visto que se criou uma barreira quase intransponível entre Deus e o conhecimento, quando na verdade é Deus que nos permite conhecer e aprender. Enquanto os universitários seriam os peixes grandes, já que serão os profissionais do futuro.

         Segundo ele, lançar redes em águas mais profundas é evangelizar, pregar na universidade, enfatizando a importância do kerygma (primeiro anúncio). Mas ele foi além e lembrando João 21, na qual há um relato de outra pesca milagrosa (esta tratando-se de uma aparição após a ressurreição de Jesus), ele ressalta o que Jesus disse a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. Ou seja, não basta pescar (apresentar o caminho que é Jesus), como missionários devemos cuidar das ovelhas perdidas de Jesus que “pescamos” para que elas não se percam, perseverando e, então, dando frutos. Jesus nos dá o necessário em abundância e nos pede que, em resposta ao seu amor, cuidemos de suas ovelhas.


         O Everton também enfatizou que como servos e líderes do MUR precisamos de humildade para reconhecer que Deus nos escolheu não porque somos bons, mas para que Ele nos forme para a missão para a qual fomos designados. Para concluir, ele traçou um paralelo entre o pescador e o missionário, pois o pescador não sabe o que virá quando lança suas redes, recebendo tudo gratuitamente do mar. Da mesma forma, nós como missionários temos poucos instrumentos, não sabemos o que vamos pescar e colhemos o que não plantamos. Assim como ninguém alimenta um peixe antes de pescá-lo, é Deus que, por sua graça, nos dá os irmãos. Ele finalizou dando-nos dois exemplos: Pedro que era pescador e tornou-se um grande pregador, pois Deus o formou para ser um pescador de homens e Davi que se tornou um grande rei porque ele havia sido pastor de ovelhas e, então, soube cuidar de seu povo.
         Em suma, reanimados pela certeza de que Deus nos chama a usar o que somos e sabemos para apascentar suas ovelhas, nos capacitando para isso, podemos buscar a concretização deste sonho de amor para o mundo, que é o MUR, começando por nossos ambientes de trabalho e universidades, pois como é dito em Isaías 49, 5-6: “Ele que desde o útero me vem formando para que eu seja seu servo, disse quero fazer de ti uma luz para as nações para que a minha salvação chegue até os confins da terra.”

"Precisamos nos tornar árvores enraizadas em Deus, sustentadas por Cristo e movidas pela seiva do Espírito Santo. Só assim, produziremos frutos concretos!"

Referências:
Bíblia Sagrada, Edição CNBB
http://universidadesrenovadassm.blogspot.com/2008/11/um-sonho-de-amor-para-o-mundo.html)

Nathália Fernandes Carvalho
GPP João Paulo II

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Formação integral

“Ó Deus, tu és meu Deus e te procuro. Minha alma tem sede de ti, minha carne te deseja com ardor, como terra árida, esgotada, sem água.”
(Salmo 62, 2)
O terceiro pilar do GPP consiste na busca pelo conhecimento das coisas do alto, fruto da experiência querigmática, ou seja, ao sabermos que Deus nos ama de forma incondicional, e que somos filhos Dele em Cristo Jesus, o Espírito Santo suscita em nós um desejo pelo conhecimento da verdade. É pelo Espírito Santo também que perseveramos em nossas comunidades, ansiosos de conhecer a Deus de forma mais profunda.
Assim, cabe ao GPP proporcionar momentos de formação que contribuam no processo de conhecimento da verdade dos irmãos que se aproximam, e também estimulá-los e facilitar tal conhecimento.
A formação deve ser integral, isto é, englobar três dimensões: espiritual, doutrinária e humana, conforme destaca o Documento de Aparecida, no parágrafo 208. Podemos esmiuçar essas dimensões da seguinte maneira:

I.                   Dimensão Humana e comunitária: na qual, devemos trabalhar os aspectos da nossa própria história e vida, possibilitando a cura e a conversão (vivência como cristão na sociedade).
II.                Dimensão Espiritual: leva-nos a experiência do amor de Deus, manifestado em Jesus, ao amadurecimento da fé e ao caminho de vida e de serviço proposto por Cristo.
III.             Dimensão intelectual: a partir do encontro com Cristo, Palavra feita carne, do aprofundamento do conhecimento bíblico-teológico e das ciências, somos capazes de refletir, criticar, dialogar, discernir sobre a sociedade e a cultura, e também de nos abrir para o Mistério.
"Deus é a lei e o legislador do Universo." (Albert Einstein) 
IV.             Dimensão pastoral e missionária: desperta em nós o desejo de anunciar o evangelho a todas as pessoas, e a responsabilidade que nós, leigos, temos na construção do Reino de Deus.
Santa Teresinha e São Francisco Xavier - Padroeiros mundiais das missões
O aprofundamento dessas três dimensões pode ser feito, através: (i) da leitura e meditação da Palavra; (ii) da observação da Sagrada Tradição; (iii) do Magistério da Igreja, como: Catecismo, escritos dos Santos, encíclicas;  (iv) de outros textos da psicologia, antropologia, filosofia, economia, saúde, como forma de entender os fenômenos sociais e culturais, e nos mover como cristãos a contribuir na solução de vários problemas que afetam nossas comunidades. É importante, no entanto, que essa formação seja vivencial, permanente e planejada, isto é, não deve ser aleatória, mas desenvolvida, a partir de um planejamento estratégico, com objetivos, metas e estratégias de atividades, elaborados e conhecidos por todos do grupo.
Por fim, essas formações podem ser desenvolvidas de diversas maneiras, como: palestras, grupos de discussão, atividades culturais (filmes, documentários, peça de teatro), atividades físicas, etc. 


Denise Giarola Maia
GPP João Paulo II

Referências

Comissão Nacional de Profissionais. Texto Base: Grupos de Partilha de Profissionais. Revisão 1 - Abril de 2010

Bíblia Sagrada - Edição CNBB

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Campanha de natal Creche Santa Clara

O GPP João Paulo II realizou a campanha de natal para as crianças da creche Santa Clara. A campanha contou com a colaboração de diversos "padrinhos" e "madrinhas". Cada padrinho/madrinha doou R$15,00 por criança adotada. Com as doações foram adquiridos brinquedos e materiais de higiene pessoal para as crianças. 
Essa campanha só foi possível graças ao empenho de cada membro do GPP e a abertura de coração de cada padrinho/madrinha! Muito obrigado a todos que participaram! Que Deus lhes pague! E que as fotos abaixo possam nos alegrar e nos impelir para os próximos trabalhos!!! 

Feliz 2011! 
"O Senhor te abençoe e te guarde. 
O Senhor faça brilhar sobre ti sua face, e se compadeça de ti.
O Senhor volte para Ti o seu rosto e te dê a paz." Nm 6, 24-26





Confiram mais fotos no nosso álbum: aqui

“Grande é a tarefa que nos espera. Para todos os seres humanos, constitui quase um dever pensar que o que já se tiver realizado é sempre pouco em comparação com o que resta por fazer.” (João XXIII)

GPP João Paulo II