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| Leandro - representante dos GPPs de Minas Gerais |
Nos dias 16 e 17 de outubro de 2010 representantes dos GPPs de Minas Gerais se reuniram em Belo Horizonte para escolha do novo representante dos GPPs do estado. Com a graça de Deus e em conformidade com a sua Palavra, Leandro foi escolhido o novo representante. Em entrevista ele partilha um pouco da sua vida, caminhada, visão e sonhos para os profissionais de Minas Gerais.
1. Como foi o seu chamado para trabalhar na vinha do Senhor?
Eu nasci numa família cristã que me levou para a Igreja, mesmo quando eu não compreendia direito o porquê o de estar lá. Muitas vezes fui contra a vontade, preferia ficar em casa e cochilava demais nas missas. Mas sempre em casa tive os testemunhos de fé e exemplo de vida dos meus pais. Algo marcante na minha caminhada foi a experiência da 1ª Eucaristia que fiz quando já tinha 13 anos e era um dos mais velhos da turma. Foi marcante, pois, com mais autonomia compreendi o momento de assumir o chamado do Senhor para entrar na Sua casa. Foi a partir desse fato que comecei a participar do Grupo de Oração e do Grupo de Jovens. E destas experiências, uma experiência particular com o Espírito Santo, que por momentos foi uma experiência não tão bem compreendida por mim mesmo, que hoje compreendo melhor, sem deixar de ser um mistério.
2. Como é a vivência dos cinco pilares no seu GPP? O que você sugere para que todos os GPPs do estado contemplem em seus encontros os cinco pilares?
O GPP Belo Horizonte busca valorizar, dentro dos cinco pilares, a experiência e a vivência de fé de cada membro, ou seja o que seus membros têm a oferecer de modo particular, na escuta do que Deus fala. A partir disso se dão os momentos de oração, formação, partilha da palavra, vivência de comunidade e diálogo. É um grupo que tem crescido respeitando e absorvendo as diferenças. Um ponto que precisamos e desejamos ardentemente trabalhar é de que modo podemos trabalhar a ação na sociedade, tendo em vista a realidade da capital e a realidade de cada um. Fico muito feliz ao falar do meu GPP, pois é um lugar e uma comunidade acolhedora, simples, com disposição para o serviço e que está crescendo e amadurecendo.
3. Qual o seu projeto para que os GPPs de Minas caminhem em unidade e qual você acredita que será a sua maior contribuição como representante estadual dos profissionais?
Desejo muito trabalhar a identidade do GPP, aquilo a que fomos chamados e constituídos. Os nossos GPPs precisam assumir, de forma serena, aquilo a que o Senhor nos designou. Quando o profissional do Reino tem claro o seu chamado e o assume, os frutos são viçosos no seu meio.
4. Na sua opinião, qual é o papel do profissional do Reino na sociedade?
O primeiro papel do profissional do Reino é de cristão, em que Cristo é o centro de sua vida. E com Cristo somos chamados a buscarmos um mundo onde o Reino já se antecipa. De modo prático e efetivo, precisamos ser profissionais comprometidos com o trabalho e a formação que recebemos aqui, crescendo profissionalmente com dignidade e respeito, não se acomodando com as funções e fazendo do trabalho um lugar do mundo bem melhor de ser viver. O profissional do Reino é o rosto de Cristo no local de trabalho. Mas além disso somos chamados a extrapolar o local do nosso trabalho e colocar nossa profissão a serviço da sociedade, com ações sociais, participação política, projetos sociais, trabalhos de conscientização a atendimento à população conforme nossa profissão.
5. Diante da dificuldade de uma ação social melhor estruturada e sistemática no nosso GPP gostaria de saber, em sua opinião, qual a melhor forma de produzirmos frutos em nossos GPPs?
Acho que os frutos podem aparecer de várias maneiras, do mesmo modo que há vários modos de ação social. O que sempre tenho ressaltado é que precisamos olhar para a realidade na qual estamos inseridos e o que temos a oferecer como resposta e proposta de intervenção. A partir disso, com um planejamento do próprio grupo, com certeza, a ação social será bem encaminhada. É importante saber quais trabalhos estão sendo desenvolvidos por outros grupos no estado ou até mesmo fora, para saber como estão conduzindo; e buscar orientação da equipe que orienta os grupos sobre a ação social (em Minas, temos a Denise, de Montes Claros).
6. Na sua opinião, qual o papel do diálogo para que a ação na sociedade seja vivida em plenitude nos GPPs?
Eu acho que a frase do nosso folder “Não trabalhe sozinho” representa bem isso. Vejo que nossos GPPs tem bastante facilidade com o diálogo. Contudo, acho que precisamos melhorar bastante o diálogo em relação aos grupos do nosso próprio ministério, como os GOUs e também com RCC na nossa diocese. Nos lugares em que isso acontece melhor, o trabalho do GPP tem fluído bem. O diálogo robustece a nossa identidade e não o contrário. Além disso, muitos ainda não se deram conta da riqueza do GPP, porque ainda não o conhecem de perto. O diálogo vai fortalecer nossos trabalhos nas dioceses e atrair mais pessoas para nossos grupos.
7. Como você acha que deve ser equilibrado dentro dos GPPs os itens partilha, oração e estudos? E além desses qual outro item deve fazer parte dos encontros do GPPs?
Acho que a partilha, a oração e os estudos/ formação caminham muito bem juntas. O Espírito Santo nos dá o discernimento dos momentos de se enfatizar mais um ou outro aspecto. A equipe nacional oferecerá nos próximos anos formações trimestrais com temas já propostos pelos profissionais no ENP 2010. Todos os GPPs do país farão estes estudos. Não tenho dúvida de que isso será muito bom para nossa formação e para a Unidade dos GPPs. Chamo sempre à atenção para que a Palavra tenha um lugar especial no grupo, de modo que os textos bíblicos sejam partilhados, utilizados nos momentos de oração e discernimento do grupo e nos momentos de festa também.
8. Qual tem sido sua maior dificuldade à frente da coordenação estadual dos GPPs e qual a maior dádiva de estar nesse cargo?
Recebi a missão de representar os profissionais recentemente. O tamanho do nosso estado é um dos maiores desafios para estar próximo dos grupos, algo que é muito importante. A dificuldade de comunicação é o que tenho como a maior dificuldade até o momento. A maior dádiva é perceber que o projeto dos Profissionais é um desejo do coração de Deus e ver como Ele está presente em minha vida, como Ele é bom para mim e para todos nós. Me alegro muito com a comunidade de profissionais e do ministério também. São pessoas com quem tenho aprendido cada vez mais a ser simples, a servir e a amar.
9. Qual o principal aspecto da Carta de Brasília a ser considerado nos GPPs?
Acredito que o primeiro compromisso feito na Carta de Brasília nos leva a uma profunda e constante busca do amor de Deus e suas consequências, por isso ouso destacá-lo:
“Em resposta ao chamado do Senhor, decidimos e nos comprometemos a: 1. Buscá-lo constantemente na experiência do Batismo no Espírito Santo, nas diversas formas de oração pessoal e comunitária que a Mãe Igreja nos oferece, especialmente, através da escuta, meditação, anuncio e prática da Palavra.”
10. Qual o seu maior sonho dentro do sonho maior de se construir a Civilização do Amor?
É ver nossos grupos e profissionais em todas as dioceses de Minas Gerais, vivendo o amor de Deus, dando muitos e muitos frutos, cada um tendo a convicção feliz de que “eu sou um (a) profissional do Reino.”
Nathália Fernandes Carvalho
GPP João Paulo II

Muito interessante a entrevista! Adorei conhecer um pouco mais do nosso coordenador estadual. Parabéns mais uma vez Nathy!
ResponderExcluirBeijinhos, com Deus!