terça-feira, 26 de outubro de 2010

Diálogo: construindo pontes

O diálogo é o quarto pilar do GPP e adquiriu grande importância dentro da Igreja especialmente após o Concílio Vaticano II. A Igreja percebeu que durante o período em que esteve afastada da sociedade, o homem acabou afastando-se de Deus. Essa separação do homem de Deus foi entendida como uma resposta ao distanciamento entre a Igreja e a sociedade, com as muitas excomunhões, a Inquisição e a proibição de livros, características da Idade Média. Afinal, a Igreja é o Corpo de Cristo, de quem Ele é a cabeça, logo, afastando-se do Corpo também nos distanciamos da Cabeça.

Para evitar essa separatividade que resultou em perdas para ambos (homem e Igreja), o Concílio Vaticano II propôs uma abertura ao diálogo entre Igreja e sociedade a fim de somar, agregar valores e pontos de vista e não simplesmente confrontar idéias para optar pela melhor. Afinal, aspectos diferentes de uma realidade são geralmente complementares e não excludentes. Um exemplo claro disso é a dicotomia entre a fé e a razão. Visões estreitas baseadas nos princípios da discussão diriam ser essas duas ordens irreconciliáveis, entretanto, no diálogo, o princípio é outro: queremos saber o que a fé e a razão pensam sobre o mundo e não comparar suas visões, elegendo uma que melhor responda às nossas necessidades. Assim, como fé e razão tratam aspectos distintos de uma mesma realidade, a idéia do diálogo é somar esses diferentes pontos de vista e assim unir as pessoas em vez de segregá-las. Como dizia São Tomás de Aquino: “A luz da razão e a luz da fé provém ambas de Deus, por isso, não podem se contradizer entre si.”

O MUR surgiu dentro da Igreja em resposta ao apelo do papa João Paulo II em sua encíclica “Fides et ratio” pelo diálogo entre a razão e a fé. Então, diante desse cenário, o GPP que é um membro do MUR, deve atender profeticamente a esse chamado de ser um instrumento para criar pontes entre a sociedade e a Igreja. A ciência que aprendemos na Universidade é uma obra humana que só foi possível pela misericórdia divina que nos capacitou para entender alguns aspectos do mundo que Ele criou. Como seres dotados de razão, devemos compreender que a nossa descrição do mundo é sempre limitada e que por melhor que ela seja, sempre se adapta ao mundo e não o contrário. Já a Igreja, que é constituída de homens, também tem suas limitações, mas, ao somar suas visões de mundo, podemos ver além do que nos seria permitido através de uma visão única.

Assim como profissionais do Reino de Deus devemos realizar em nossa vida cotidiana essa missão conciliadora de somar o que antes estava separado pelas teias da ignorância que nos prendem em visões parciais de um todo, que só pode ser compreendido quando somamos o que dispomos harmoniosamente. Foi o próprio Jesus que disse: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre o monte, nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5, 14-16). O diálogo do GPP com a sociedade permite que sejamos “luz no mundo” através do quinto pilar do GPP que é a ação na sociedade.

Do ponto de vista prático, o diálogo pode ser concretizado por meio de trocas de experiências e partilhas dentro dos GPPs, o que é uma realidade em nosso grupo. Uma vez existindo o diálogo entre os membros do GPP, deve-se ampliar as suas fronteiras para um diálogo com todo o MUR a fim de que conheçamos uns aos outros, os projetos, os sonhos. Isso evita desperdício de tempo e recursos separadamente em atividades pelos quais ambos se interessem, a acumulação de funções em poucos membros, dentre outros problemas. Depois do diálogo entre GPP e MUR, deve-se pensar no diálogo do GPP com toda a RCC e por fim, com toda a Igreja. Mas esse é apenas o primeiro âmbito do diálogo: na Igreja entre os seus membros. Para que o diálogo dentro da Igreja seja efetivo, é preciso que o GPP conheça o planejamento da RCC e do MUR antes de fazer o seu para que haja consonância entre nossas ações e possamos nos ajudar mutuamente em projetos comuns. Para tanto, sugere-se:

· Organizar reuniões periódicas presenciais ou virtuais entre o GPP e os coordenadores do MUR;

· Convidar os coordenadores do MUR para conhecer o GPP ou realizar uma formação, participar de uma partilha;

· Com relação à RCC, o GPP deve procurar participar de seus eventos em nível diocesano e de suas formações.

O segundo âmbito é o diálogo entre a Igreja (agora coesa pelo diálogo interno) e a sociedade em geral. Só através do diálogo que podemos conhecer a realidade e necessidades da sociedade e assim como Igreja agir para melhorar esse cenário. Como profissionais do Reino, os membros do GPP podem contribuir para esse intercâmbio de idéias, demandas e sonhos entre a Igreja e a sociedade pedindo sempre a Maria que interceda por nós, como a verdadeira ponte que nos une a Deus, mediando assim também o nosso diálogo com o outro para que possamos ouvi-lo, respeitando as nossas diferenças e sendo solícitos às suas necessidades.

Nathália Fernandes Carvalho
GPP João Paulo II

Referencias

Comissão Nacional de Profissionais. Texto Base: Grupos de Partilha de Profissionais. Revisão 1 - Abril de 2010

Bíblia Sagrada - Edição CNBB

domingo, 24 de outubro de 2010

Coleta Nacional de Alimentos

O Movimento Católico Comunhão e Libertação da cidade de São João del-Rei realizará no dia 06 de novembro a coleta de alimentos, uma iniciativa de cunho mundial trazida ao Brasil pela ONG Companhia das Obras do Brasil. O GPP João Paulo II, juntamente com o Ministério Universidades Renovadas de São João del-Rei, foi convidado a colaborar neste dia. Será para nós uma experiência maravilhosa, pois poderemos nos colocar a serviço da caridade e será uma oportunidade única de diálogo e trabalho em rede com o Grupo Comunhão e Libertação. Desde já nós do GPP João Paulo II agradecemos em nome do MUR o convite do Grupo Comunhão e Libertação para ajudarmos neste serviço a Deus e ao próximo. Confira abaixo a reportagem.

Dia Nacional da Coleta de Alimentos pretende arrecadar 130 toneladas

Campanha deve contar com mais de 5 mil voluntários e 170 supermercados participantes em 39 cidades

O Dia Nacional da Coleta de Alimentos chega à sua 5ª edição mais fortalecido e abrangente. Este ano a campanha acontecerá no dia 06 de novembro em 39 cidades brasileiras em mais de 15 estados. A previsão é de que sejam arrecadadas 130 toneladas de alimentos, que serão doados a Bancos de Alimentos de todo País.

Realizada desde 2006 pela Companhia das Obras do Brasil (CdO), a Coleta de Alimentos é um gesto simples que reúne pessoas de todas as idades e classes sociais nas diferentes etapas de seu processo – doação, arrecadação, estocagem e entrega.

Durante todo o dia do evento, entre 8h e 19h, os voluntários se posicionam na entrada de supermercados das cidades participantes e explicam para os clientes o que é campanha e como é possível ajudar. Nessa abordagem, todas as pessoas são convidadas a participar, doando qualquer alimento não perecível que pode ser adquirido ali mesmo, durante as compras. Na saída, eles recolhem os produtos doados – nunca dinheiro – e agradecem com um panfleto informativo com a lista de entidades que irão receber as doações.

Os voluntários armazenam os alimentos em caixas próprias da campanha, pesam e contabilizam, para que no final do dia, possam ser encaminhados aos Bancos de Alimentos parceiros do projeto em cada uma das cidades participantes.


Voluntários

A Coleta recebe voluntários de todas as faixas etárias, em sua maioria, jovens e profissionais liberais, que doam parte do dia, ou até mesmo todo ele, para que o projeto possa acontecer. Estima-se que, este ano, o número de pessoas que se envolverão gratuitamente com o projeto chegue a cinco mil.

Companhia das Obras do Brasil

A Companhia das Obras (CdO) foi fundada no Brasil em 1999, tendo nascido na Itália, em 1986, a partir da experiência do Movimento Católico Comunhão e Libertação. Sua missão é promover e defender a dignidade do indivíduo na sociedade e no ambiente de trabalho; tutelar a criação de obras assistenciais e empresas, privilegiando uma concepção de mercado e de suas regras, capaz de compreender e respeitar a pessoa em todos os seus aspectos, dimensões e momentos da vida.

Serviço:

Dia Nacional da Coleta de Alimentos

Data: 06 de novembro de 2010

Horários: das 8h às 19h

Mídias Sociais:

Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6992357655480924111

Facebook: http://www.facebook.com/coletadealimentos

Twitter: http://twitter.com/coletaalimentos

Informações para Imprensa:

Carolina Oliveira

(11) 8212-6861

carolmocl@gmail.com

Fernanda Lanza

(11) 8137-6551

micailanza@yahoo.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os cinco Pilares do GPP

O Grupo de Partilha de Profissionais (GPP), enquanto grupo do Ministério Universidades Renovadas (MUR) é uma das formas mais ricas e eminentes de expressão de formação, vivência e partilha dos profissionais dentro do Ministério Universidades Renovadas. Os primeiros GPPs surgiram em 1998 em Belo Horizonte(MG) e Vitória(ES). São grupos de profissionais que buscam viver a experiência comunitária, através da oração e partilha – a exemplo das primeiras comunidades cristãs (cf. At 2, 42-47); promovem a formação de seus membros nos âmbitos humano, espiritual e doutrinário; vivenciam a experiência do pentecostes e suas conseqüências; dialogam com a igreja e sociedade juntamente com a RCC e buscam colocar seus talentos à serviço da humanidade.

Tais características foram expressas por escrito na Carta de Bauru/SP e no Tripé de Belo Horizonte/MG, como síntese dos primeiros encontros de profissionais. Destacaram-se então cinco características conhecidas como os Cinco Pilares do GPP, sendo eles: comunidade acolhedora e fraterna, espiritualidade pentecostal, formação integral, diálogo: construindo pontes e ação na sociedade.

Comunidade Fraterna e Acolhedora

O primeiro dos cinco pilares do GPP é “A Comunidade Acolhedora e Fraterna”. Jesus tinha sua comunidade com os apóstolos e hoje Ele mesmo nos chama para a vida em comunidade. As primeiras comunidades cristãs descritas em Atos são um ideal de vida comunitária. Dentro do GPP, a comunidade continua viva enquanto novos membros entram e se comprometem com ela. Acolher é abrir o coração. A pessoa que chega deve ser recebida como alguém que vai somar forças, devendo ser acolhida como se fosse o próprio Jesus, tal qual Ele mesmo disse (cf Mt 25, 40). Enfim devemos realizar as nossas atividades de acolhida no GPP com o mesmo amor-doação de Jesus Cristo. Além da Acolhida, a outra dimensão da Comunidade Acolhedora e Fraterna é a Partilha.
A Partilha é um dos princípios que fundamentam a identidade do GPP. Quando partilhamos, nos encontramos no outro, alimentamos a comunidade e nos unimos. Além disso, escutar a partilha do outro é um ato de amor que nos deixa mais próximo do companheiro de comunidade. A partilha deve assumir dimensão profética. Portanto para cumprir a dimensão profética ela deve:

EDIFICAR: A minha vida e a vida do meu irmão, pois partilhamos para o crescimento mútuo;

EXORTAR: A mim e ao meu próximo. Pode ser que o que fale lembre ao meu irmão o que ele viveu e o exorte naturalmente;

CONSOLAR: Quando abro meu coração ao irmão, o Senhor me consola. Tanto o meu quanto o do meu irmão.

Algumas dicas são preciosas na hora de conduzir e partilhar de uma partilha dentro do GPP: Cuidar para que o GPP não vire um grupo de terapia, onde as pessoas apenas expõem seus problemas para se sentirem aliviadas. É importante também que se escolha previamente um tema para a partilha assim não se fica perdido (partilha sobre a vida profissional ou sobre a Palavra de Deus é essencial). Devemos sempre ter em mente que o outro deve se sentir livre para partilhar até onde se sentir a vontade. Mas a vivencia de comunidade não finda nos horários do grupo. Uma forma interessante e eficiente dos membros do GPP se conhecerem mais e assim fortalecerem seus laços é a partilha fora do grupo, a convivência nas missas e horários de lazer.

Ludmila Abrietta Garonce
GPP João Paulo II

Referencias

Comissão Nacional de Profissionais. Texto Base: Grupos de Partilha de Profissionais. Revisão 1 - Abril de 2010

Bíblia Sagrada - Edições Ave Maria e CNBB

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Carta de Brasília: uma síntese profética do ENP

Roseane Souto, coordenadora dos profissionais

Alcançados pelo amor e a misericórdia do Pai, em Jesus Cristo, que em comunhão, desejam viver em plenitude seu batismo como leigos e leigas católicos, inseridos nas realidades do mundo para renová-lo, construindo a Civilização do Amor.
Acolhemos o desejo de Deus, que nos chama a uma experiência pessoal e comunitária do Seu amor Trinitário, expresso de forma plena na Eucaristia e renovado sempre na experiência Pentecostal do Batismo no Espírito Santo.
Acolhemos da mesma forma ao Seu chamado de escutarmos, seguirmos e anunciarmos seu Filho, primeiramente como seus discípulos e consequentemente como seus missionários, deixando-nos conduzir pelo Espírito Santo, em comunhão com a RCC e a Igreja, formando uma rede de amizade e solidariedade, capaz de - a partir das pequenas coisas como “sementes do reino”- construir um mundo novo.
Em resposta ao chamado do Senhor, decidimos e nos comprometemos a:
1. Buscá-lo constantemente na experiência do Batismo no Espírito Santo, nas diversas formas de oração pessoal e comunitária que a Mãe Igreja nos oferece, especialmente, através da escuta, meditação, anuncio e prática da Palavra.
2. Comprometermo-nos através da intercessão pessoal e comunitária sustentar nossos irmãos de caminhada, com nossa oração e sacrifício de louvor.
3. Vivermos pentecostes e suas consequências:
· na conversão pessoal diária; através do compromisso na formação integral e permanente como um missionário da modernidade.
· no compromisso de partilhar nossa vida (talentos) com nossos irmãos de comunidade local, regional e nacional, valendo-se principalmente da participação em nossa lista nacional dos GPPs.
· na vida profissional, iniciando de forma concreta ações missionárias onde estamos inseridos (ambiente e âmbito do trabalho), partilhando nossas ações em uma rede de integração nacional.
· colocar nossa profissão (competência, conhecimento, experiência) a serviço do próximo especialmente o mais necessitado, através de ações na sociedade visando uma transformação cultural e política na construção de uma nação mais justa, fraterna e solidária.
· criar pontes de diálogo para orientar os pré-universitários na escolha da profissão e universitários/formandos para o mundo de trabalho e inserção na sociedade.
4. Consolidar todo o dia 1º. de cada mês como momento de intercessão por todos os profissionais do Brasil e fazer do 1º. de Maio, um grande espaço de celebração, aprofundamento e divulgação do trabalho dos Profissionais do Reino de todo o Brasil.
5. Buscarmos a comunhão entre os grupos de profissionais com outras expressões da Igreja.
6. Iniciarmos um Planejamento Estratégico Nacional para atuação dos profissionais nos próximos dez a vinte anos pautados nos cinco pilares que gerem ações concretas na sociedade.
7. Que até o VI ENP (com a graça de Deus em 2012), tenhamos pelo menos um GPP por diocese no Brasil fruto de uma grande mobilização missionária de todos os Profissionais do Reino e seus respectivos GPPs.
8. Que dentro dos próximos encontros diocesanos, estaduais, regionais e nacionais de Profissionais tenhamos o momento das áreas de atuação visando a partilha e elaboração de projetos de ações específicos para a sociedade.
9. Desenvolver uma base de informação e tecnológia que gere unidade, formação e partilha de nossas experiências entre os profissionais e o mundo.
10. Devolver a Deus o que é de Deus: o tempo, os bens espirituais e materiais, os sonhos e deixar Deus ser Deus em nossas vidas.
“Grande é a tarefa que nos espera. Para todos os seres humanos, constitui quase um dever pensar que o que já se tiver realizado é sempre pouco em comparação com o que resta por fazer.” (João XXIII)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Estudo Bíblico

Nos próximos encontros dedicaremo-nos à Palavra de Deus. Ele deixa-se encontrar no irmão, na Eucaristia e também na Palavra! Por meio do estudo, leitura, oração e vivência da Palavra, busquemos ancorar nossa alma na Esperança a qual fomos chamados (cf. Hb 6,19).



"Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo." Ef 4, 14-15

Segue o cronograma:
Data Responsáveis Texto
28/09 Nathália;Robson Ef 1, 1-14// Ef 1, 15-23
05/10 Dalva; Paulo Ef 2, 1-10// Ef 2, 11-22
19/10 Aline Batista; Catley Ef 3// 4, 1-16
26/10 Denise; Ludmila Ef 4, 17 - 32// Ef 5, 1 -20
09/11 Fabíola; Aline Maira Ef 5, 21- 33// Ef 6

“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho!”(Salmo 119,105)