Algumas reuniões atrás fizemos uma formação sobre a história do GPP e seus cinco pilares. Quem deu essa formação foi a Nathália e postamos aqui um resumo feito por ela sobre a história do GPP e seus cinco pilares:
Nas
últimas semanas, nós do GPP João Paulo II discutimos a partir dos textos-base
de formação da CNP, os pilares dos Grupos de Partilha de Profissionais. O GPP é
uma forma rica de expressão, formação, vivência e partilha dos Profissionais do
Reino dentro do Ministério Universidades Renovadas. A expressão “Profissionais
do Reino” nasceu nos primeiros GPP`s indicando um ideal almejado desde os
tempos de GOU, o de serem homens e mulheres que exercem suas profissões e
conduzem as suas vidas à luz do Evangelho e movidos pelo Espírito Santo,
buscando o Reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar. Ser “Profissional
do Reino” não é só pertencer à Igreja, é também ser Igreja. Deve-se salientar
que o “Profissional do Reino” não é formado exclusivamente pelo MUR, pela RCC
ou pela Igreja Católica. Este termo engloba todos os profissionais que
testemunham o Evangelho em seus trabalhos, incluindo todos os trabalhadores e
não apenas aqueles com formação universitária.
Os cinco pilares
1°. Comunidade
acolhedora e fraterna
No contexto bíblico, a palavra
comunidade deriva da palavra igreja, citada pela primeira vez em Mt 16, 18: “Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre
esta pedra edificarei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão
vencê-la”. Eclésia (Igreja) significa uma reunião de pessoas que formam a
comunidade do povo eleito, com a qual Jesus inaugurou a Nova Aliança. O próprio
Jesus tinha a sua comunidade com os seus apóstolos. Deus é trino, não sozinho. Assim,
também é desejo de Cristo que nós sejamos todos um, reunidos em comunidade.
A comunidade deve ser um lugar de
perdão, união e acolhimento e tem como missão despertar os talentos de cada
membro. Assim o grupo deve avaliar as reuniões e a vida comunitária de modo.
Além disso, é importante sempre relembrar e repetir a história do grupo nas
reuniões do GPP. O reviver a história do GPP deve encorajar os membros em meio
aos novos desafios a serem enfrentados.
A acolhida é uma dimensão
privilegiada dentro deste pilar. Assim os novos membros devem ser acolhidos
como alguém que vai somar forças. Todos do grupo têm a missão de acolher, mas
alguns membros devem assumir esse ministério de modo mais significativo. Com
isso, pode ser feito um diagnóstico da acolhida a fim de se avaliar porque
alguns membros deixaram o grupo e outros aspectos que concernem à este pilar da
comunidade acolhedora e fraterna.
A partilha é a dimensão da
comunidade acolhedora e fraterna que fundamenta a nossa identidade de Grupo de
Partilha de Profissionais. A partilha tem uma dimensão profética que deve
englobar a edificação da minha vida e a do meu irmão, pois partilhamos para o
crescimento mútuo; deve exortar a mim e ao meu próximo e nos consolar, pois
quando abrimos o coração, o Senhor nos consola.
Para que a partilha seja bem
realizada é bom que se defina um tempo de qualidade para ela e deve-se atentar
para que cada membro tenha tempos iguais para partilhar de forma que o grupo
não se torne uma terapia. Outro importante aspecto a ser contemplado na
partilha é a escolha de um tema para a mesma, o que nos permitirá conhecer um
ao outro e a não cair na nossa zona de conforto, a qual é um terreno infértil
para a partilha. O tema da partilha pode ter a ver com a formação, com a
Palavra de Deus ou com a reunião anterior do grupo e pode ser suscitado por um
membro ou coordenador do grupo. As dificuldades podem também ser partilhadas
visando-se a cura do grupo, mas teve-se cuidar para não se partilhar apenas
problemas. A partilha deve ser realizada em todas as reuniões do GPP em grupos
de 8 a 12 pessoas, no máximo, para que todos possam partilhar.